{"id":1862,"date":"2024-04-05T21:18:27","date_gmt":"2024-04-06T00:18:27","guid":{"rendered":"https:\/\/carlosfreire.com.br\/?p=1862"},"modified":"2024-04-14T12:26:31","modified_gmt":"2024-04-14T15:26:31","slug":"elementor-1862","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carlosfreire.com.br\/?p=1862","title":{"rendered":"Cronologia do uso dos metais"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1862\" class=\"elementor elementor-1862\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-79d3be2 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"79d3be2\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"aux-parallax-section elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-d7cff60\" data-id=\"d7cff60\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fe16216 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"fe16216\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<h5>Organizada por Thomaz dos Mares Guia Braga<\/h5><p><strong>\u00bb MUNDO ANTIGO<br \/><\/strong><br \/>T\u00e3o longe quanto se remonta no tempo, os vest\u00edgios do homem na Terra s\u00e3o marcados por armas, por instrumentos ou pelo resultado da a\u00e7\u00e3o do fogo.<br \/>&#8220;Cerca de dez a vinte mil anos antes da nossa era, a retirada dos \u00faltimos glaciares teve como consequ\u00eancia na Europa o estabelecimento de um clima temperado.<\/p><p>&#8220;Enquanto desapareciam os animais ferozes, os homens come\u00e7aram a estabelecer-se fora das grutas e das cavernas, a praticar a agricultura e a domesticar animais. O per\u00edodo correspondente, chamado Per\u00edodo Neol\u00edtico ou Nova Idade da Pedra, \u00e9 aquele em que se constitu\u00edram as bases t\u00e9cnicas das nossas civiliza\u00e7\u00f5es.<\/p><p>&#8220;O Per\u00edodo Neol\u00edtico \u00e9 caracterizado por uma consider\u00e1vel extens\u00e3o das t\u00e9cnicas primitivas. Estas s\u00e3o a partir de ent\u00e3o aplicadas a g\u00eaneros de vida novos e t\u00eam de satisfazer necessidades variadas.&#8221; (1)<\/p><p>As transi\u00e7\u00f5es de um grande per\u00edodo hist\u00f3rico para o seguinte s\u00e3o sempre graduais, e assim foi a transi\u00e7\u00e3o da Idade da Pedra para a Idade dos Metais. O cobre era utilizado no Oriente M\u00e9dio j\u00e1 no quinto mil\u00eanio antes de Cristo, e talvez tamb\u00e9m no Egito. O bronze apareceu no Oriente no quarto mil\u00eanio, e pouco mais tarde no Egeu, mas n\u00e3o surgiu no mediterr\u00e2neo ocidental antes do terceiro mil\u00eanio a.C.<br \/><br \/>&#8220;Todos os povos da Idade da Pedra Polida (Neol\u00edtico) tiveram um embri\u00e3o de metalurgia. Mas isso n\u00e3o quer dizer que todos tenham tido, desde essa \u00e9poca, conhecimento das t\u00e9cnicas metal\u00fargicas. Na realidade fizeram uso acidental de metais nativos, especialmente o ouro.<br \/>&#8220;A metalurgia \u00e9 uma s\u00edntese; pressup\u00f5e o uso coerente de um conjunto de processos, e n\u00e3o a pr\u00e1tica de um instrumento \u00fanico. A sua verdadeira origem \u00e9 desconhecida. Com efeito, a forja p\u00f5e em jogo as percuss\u00f5es (martelo), o fogo (fornalha), a \u00e1gua (t\u00eampera), o ar (fole) e os princ\u00edpios da alavanca.<br \/><br \/>&#8220;No in\u00edcio a raridade dos metais era t\u00e3o grande que s\u00f3 eram forjadas armas. A utensilagem corrente continuava a ser de pedra ou de madeira. Por isso, o cobre, o bronze e o ferro n\u00e3o vieram suplantar brutalmente a pedra. Instrumentos de pedra e instrumentos de metal coexistiram at\u00e9 o in\u00edcio dos tempos hist\u00f3ricos e, em certos casos, at\u00e9 os nossos dias.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>&#8220;O desenvolvimento da civiliza\u00e7\u00e3o desde o per\u00edodo neol\u00edtico prossegue atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de &#8216;culturas&#8217;, caracterizadas cada uma delas por um conjunto mais ou menos definido de t\u00e9cnicas fundamentais.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>(&#8230;) &#8220;O in\u00edcio das civiliza\u00e7\u00f5es antigas est\u00e1 estreitamente ligado ao progresso dos trabalhos agr\u00edcolas. Surgem as (&#8230;) &#8216;cidades&#8217;, que o trabalho das aldeias alimenta. Estas cidades dirigir\u00e3o o com\u00e9rcio, a ind\u00fastria, a vida social, fixando as tribos. Assim se edificaram, em bases pastoris e agr\u00edcolas, as civiliza\u00e7\u00f5es dos grandes imp\u00e9rios. (&#8230;) A ceifa fez-se primeiro com foices de madeira ou de barro providas de dentes de s\u00edlex, muito cortantes, e depois com foices met\u00e1licas.<br \/>(&#8230;) &#8220;O uso do cobre, depois do bronze, em seguida do ferro, vai-se definindo pouco a pouco na evolu\u00e7\u00e3o destas culturas, sem introduzir uma brusca modifica\u00e7\u00e3o.<br \/>&#8220;Baseada nesta heran\u00e7a, a Antiguidade construir\u00e1 brilhantes civiliza\u00e7\u00f5es. Estas ensinar\u00e3o ao homem a arte de julgar as suas pr\u00f3prias obras, mas n\u00e3o transformar\u00e3o as suas bases t\u00e9cnicas. S\u00f3 a Gr\u00e9cia, por meio das suas inven\u00e7\u00f5es, conduzir\u00e1 a humanidade por uma nova via, a via da ci\u00eancia e das suas aplica\u00e7\u00f5es, prodigioso desenvolvimento das inspira\u00e7\u00f5es primitivas do homem t\u00e9cnico.<\/p><p>&#8220;O Egito, como a Mesopot\u00e2mia, a \u00cdndia e a China, foi um foco de civiliza\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, um centro de cultura humana superior. Semelhantes centros favoreceram sempre o progresso das t\u00e9cnicas antigas e frequentemente iniciaram mesmo t\u00e9cnicas novas. Os progressos da metalurgia, e especialmente da metalurgia do ferro, s\u00e3o disso um exemplo.&#8221;(2)<\/p><p>&#8220;Durante parte do per\u00edodo de florescimento das culturas eg\u00edpcia e mesopot\u00e2mica, outras civiliza\u00e7\u00f5es se desenvolveram na meso-Am\u00e9rica &#8211; isto \u00e9, na \u00e1rea hoje correspondente ao M\u00e9xico e algumas regi\u00f5es da Am\u00e9rica Central.<br \/>&#8220;Entre 800 e 400 a. C., o centro Olmeca mais importante situava-se em La Venta, em Tabasco (a sudoeste da atual Tonala). Nessa \u00e9poca, a cer\u00e2mica era mais elaborada, e se organizaram alguns locais de com\u00e9rcio para a importa\u00e7\u00e3o de jade, min\u00e9rio de ferro, cin\u00e1brio (principal min\u00e9rio do merc\u00fario), a serpentina mineral e outras mercadorias, mas n\u00e3o se conhecem bem os detalhes quanto aos usos desses materiais. H\u00e1 um fato interessante revelado pela escava\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica: a presen\u00e7a de um tipo de colar feito de pequenos espelhos c\u00f4ncavos de ferro, tendo cada um um pequeno furo no centro.&#8221; (3)<\/p><p>Os Andes Centrais foram o ber\u00e7o de outro grupo de civiliza\u00e7\u00f5es. Mesmo sem contato direto com a Am\u00e9rica Central, o desenvolvimento era semelhante. A principal diferen\u00e7a tecnol\u00f3gica era que os povos andinos descobriram como trabalhar ouro, prata e cobre, que usavam em utens\u00edlios e joias.<br \/>&#8220;Mesmo nos est\u00e1gios mais antigos da civiliza\u00e7\u00e3o Inca, a maior da Am\u00e9rica do Sul pr\u00e9-colombiana, revelam-se certas caracter\u00edsticas not\u00e1veis: o motivo de uma cabe\u00e7a de felino usado amplamente na decora\u00e7\u00e3o e uma grande gama de trabalhos em metal, que inclui a soldagem de ouro fino martelado, ornamentos e pontas de lan\u00e7a de cobre, trabalhos com prata e a prepara\u00e7\u00e3o de fus\u00f5es. A fundi\u00e7\u00e3o com cera tamb\u00e9m era conhecida. (&#8230;) Dois s\u00e9culos mais tarde os Incas poderiam ser descritos como uma civiliza\u00e7\u00e3o dotada de consider\u00e1vel tecnologia. Praticavam a irriga\u00e7\u00e3o e o controle da \u00e1gua em escala maior que seus predecessores, inventaram um m\u00e9todo de constru\u00e7\u00e3o com alvenaria sem cimento, usaram a alavanca e promoveram o emprego de outras ferramentas de metal, e possu\u00edam uma balan\u00e7a de bra\u00e7os.&#8221; (4)<\/p><p><strong>\u00bb O USO DOS METAIS<\/strong><\/p><p>Provavelmente, o cobre foi descoberto por acaso, quando alguma fogueira de acampamento foi feita sobre pedras que continham min\u00e9rio c\u00faprico. \u00c9 presum\u00edvel que algum observador neol\u00edtico de olho arguto tenha notado o metal assim derretido pelo calor do fogo, reproduzindo mais tarde o processo propositadamente. Por certo tempo o cobre foi usado na forma pura porque assim era obtido. Mas o cobre puro \u00e9 por demais mole para fazer instrumentos e armas \u00fateis. Do 4\u00ba ao 3\u00ba mil\u00eanio, as t\u00e9cnicas de fus\u00e3o e modelagem v\u00e3o se sofisticando quando surge a primeira liga, o cobre ars\u00eanico, composto t\u00e3o venenoso que logo ter\u00e1 que ser substitu\u00eddo. O passo seguinte foi a descoberta de que a adi\u00e7\u00e3o ao cobre de apenas pequena propor\u00e7\u00e3o de estanho formava uma liga muito mais dura e muito mais \u00fatil do que o cobre puro. Era a descoberta do bronze, que possibilitou ao homem modelar uma multid\u00e3o de novos e melhores utens\u00edlios: vasos, serras, espadas, escudos, machados, trombetas, sinos e outros. Mais ou menos ao mesmo tempo, o homem aprendeu a fundir ouro, prata e chumbo.<br \/>Entre 3.000 e 2.200 a.C. &#8211; \u00e9poca contempor\u00e2nea dos sum\u00e9rios e do antigo imp\u00e9rio eg\u00edpcio -, a Idade do Bronze chegou para os povos neol\u00edticos que ocupavam Creta e as C\u00edclades. Florescentes manufaturas de metal existiam em Creta por volta de 2500 a.C., nas C\u00edclades e na parte meridional do continente.<br \/>A procura dos min\u00e9rios, pelos testemunhos que os eg\u00edpcios, por exemplo, nos puderam deixar, foi a causa de muitas expedi\u00e7\u00f5es guerreiras e de in\u00fameras rotas comerciais que favoreceram as mais diversas trocas.<\/p><p><strong>\u00bb O TRABALHO DO FERRO<\/strong><\/p><p>Uma brilhante descoberta conduz a outra, \u00e0s vezes logo depois. Assim, apenas cerca de 2.000 anos ap\u00f3s a descoberta do cobre e do bronze, o ferro tamb\u00e9m passou a ser usado. Esse novo metal j\u00e1 era conhecido no segundo mil\u00eanio antes de Cristo, mas por longo tempo permaneceu raro e dispendioso e seu uso s\u00f3 foi amplamente estabelecido na Europa por volta de 500 a.C.<br \/>Ao mencionar a descoberta do ferro, ultrapassamos os limites dos tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos e invadimos a era da hist\u00f3ria escrita. Ao alvorecer essa nova era, a cultura, em diversos lugares, amadurecia em civiliza\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s centenas de milhares de anos de lerda e tediosa prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-hist\u00f3rica, chega o princ\u00edpio da hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o.<br \/>O vest\u00edgio mais remoto deste metal \u00e9 um conjunto de quatro esferas de ferro, datadas de 4000 a.C., encontradas em El-Gezivat, no Egito.<br \/>Por volta de 1500 a.C., havia explora\u00e7\u00e3o regular de min\u00e9rio no oriente pr\u00f3ximo e os hititas s\u00e3o citados, na tradi\u00e7\u00e3o grega, como o povo dominador das terras e da t\u00e9cnica de obten\u00e7\u00e3o e fabrico de instrumentos de ferro.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>\u00bb A T\u00c9CNICA DE FUNDI\u00c7\u00c3O DO FERRO<\/strong><\/p><p>Antes de saber como obter o ferro pela fus\u00e3o de seus min\u00e9rios, o homem por vezes fazia ferramentas e armas de peda\u00e7os de meteoritos de ferro batidos. A fus\u00e3o come\u00e7ou a existir na \u00c1sia Menor por volta de 1.500 a.C. e a arte se tornou amplamente conhecida por volta de 1.000 a.C.<br \/>Da descoberta n\u00e3o sabemos qual tenha sido o conjunto de acidente e intui\u00e7\u00e3o. Difundiu-se lentamente, primeiro at\u00e9 o Egito e em seguida at\u00e9 o Egeu, onde, mesmo nos tempos hom\u00e9ricos, o ferro era considerado metal raro e as armas eram feitas de cobre reluzente. O emprego do ferro alcan\u00e7ou a bacia do Dan\u00fabio Superior por volta de 900 a.C., sendo dessa \u00e1rea levado pelos celtas migrantes rumo ao Ocidente at\u00e9 a Fran\u00e7a e a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, e no sentido norte-ocidental, atrav\u00e9s da Alemanha, at\u00e9 as Ilhas Brit\u00e2nicas.<\/p><p>Todo o ferro primitivo seria hoje em dia classificado como ferro forjado. O m\u00e9todo de obt\u00ea-lo &#8220;consistia em abrir um buraco em uma encosta, forr\u00e1-lo com pedras, ench\u00ea-lo com min\u00e9rio de ferro e madeira ou carv\u00e3o vegetal e atear fogo ao combust\u00edvel. Uma vez queimado todo o combust\u00edvel, era encontrada uma massa porosa, pedregosa e brilhante entre as cinzas. Essa massa era colhida e batida a martelo, o que tornava o ferro compacto e expulsava as impurezas em uma chuva de fagulhas. O tarugo acabado, chamado &#8216;lupa&#8217;, tinha aproximadamente o tamanho de uma batata doce das grandes.<\/p><p>&#8220;Com o tempo, o homem aprendeu como tornar o fogo mais quente soprando-o com um fole e a construir um forno permanente de tijolos em vez de meramente fazer um buraco no ch\u00e3o. O a\u00e7o era feito pela fus\u00e3o do min\u00e9rio de ferro com um grande excesso de carv\u00e3o vegetal ou juntando ferro male\u00e1vel e carv\u00e3o vegetal e cozinhando o conjunto durante v\u00e1rios dias, at\u00e9 que o ferro absorvesse carv\u00e3o suficiente para se transformar em a\u00e7o. Como esse processo era dispendioso e incerto e os fundidores nada sabiam da qu\u00edmica do metal com que trabalhavam, o a\u00e7o permaneceu por muitos anos um metal escasso e dispendioso. S\u00f3 tinha emprego em coisas de import\u00e2ncia vital como as l\u00e2minas das espadas.<\/p><p>&#8220;Entre os outros aperfei\u00e7oamentos estavam o acr\u00e9scimo de um fundente, como a pedra calc\u00e1ria, \u00e0 mistura de min\u00e9rio e carv\u00e3o, para absorver as impurezas do min\u00e9rio, a inven\u00e7\u00e3o das tenazes e marretas para trabalhar os tarugos de metal e a t\u00eampera dos objetos de metal pelo seu aquecimento at\u00e9 \u00e0 temperatura adequada com o esfriamento subsequente pelo mergulho na \u00e1gua.&#8221; (5)<\/p><p><strong>\u00bb AS CIVILIZA\u00c7\u00d5ES CL\u00c1SSICAS<\/strong><\/p><p>&#8220;Em todos os dom\u00ednios, mas principalmente no dom\u00ednio das t\u00e9cnicas industriais, as civiliza\u00e7\u00f5es do Egito e da Mesopot\u00e2mia foram, na verdade, os &#8216;professores&#8217; da Gr\u00e9cia. O milagre grego n\u00e3o surgiu do nada. Consistiu em recolher e fecundar, uma pela outra, duas heran\u00e7as: a heran\u00e7a positiva das t\u00e9cnicas industriais e a heran\u00e7a misteriosa dos sonhos, das religi\u00f5es, dos mitos do Oriente. O que \u00e9 milagroso \u00e9 ver nascer do encontro e choque destas tradi\u00e7\u00f5es um esp\u00edrito novo: o esp\u00edrito da ci\u00eancia, cujo ideal \u00e9 julgar livremente todas as coisas, \u00e9 encontrar a verdade.<\/p><p>(&#8230;) &#8220;Uma intensa procura da habilidade t\u00e9cnica fez de Atenas a grande escola da precis\u00e3o e da perfei\u00e7\u00e3o, tanto no dom\u00ednio das formas como no dom\u00ednio das ideias.<br \/>(&#8230;) &#8220;\u00c9 a ci\u00eancia, nascida das livres especula\u00e7\u00f5es da Gr\u00e9cia, que permitir\u00e1 ao g\u00eanio moderno transformar radicalmente a condi\u00e7\u00e3o industrial da humanidade.<br \/>(&#8230;) &#8220;As proezas t\u00e9cnicas destes iniciadores diziam frequentemente respeito \u00e0 arte militar. A mec\u00e2nica aplicava-se j\u00e1 ao armamento, \u00e0 bal\u00edstica, \u00e0 defesa das pra\u00e7as. Mas o primeiro triunfo decisivo da t\u00e9cnica grega desde o s\u00e9culo VI a.C. \u00e9 um triunfo pac\u00edfico, no dom\u00ednio dos trabalhos p\u00fablicos; a perfura\u00e7\u00e3o do t\u00fanel de Samos, pelo arquiteto Eup\u00e1linos (o t\u00fanel segue em linha reta por mais de um quil\u00f4metro).<br \/>(&#8230;) &#8220;Entre as t\u00e9cnicas que solicitaram o entusiasmo inventivo do jovem pensamento grego figuram, em primeiro lugar, as t\u00e9cnicas do mar. A \u00e2ncora \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o grega do s\u00e9culo VII a.C.. Nessa mesma \u00e9poca, os vasos de guerra eram armados com um tem\u00edvel &#8216;espor\u00e3o met\u00e1lico&#8217; e equipados com cinquenta remadores para desfechar ataques r\u00e1pidos e certeiros.<br \/>(&#8230;) &#8220;A sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi esquecida. O Farol de Alexandria, obra de uma t\u00e9cnica mais avan\u00e7ada, foi sempre, pelas suas dimens\u00f5es e pelo seu poder (60 quil\u00f4metros de alcance), o mais c\u00e9lebre exemplo destes far\u00f3is, multiplicados j\u00e1 pelos gregos para uso dos navegadores.<br \/>(&#8230;) &#8220;A interven\u00e7\u00e3o decisiva do pensamento matem\u00e1tico, entre os fatores do progresso industrial, produziu-se na Gr\u00e9cia, com a cria\u00e7\u00e3o da &#8216;mec\u00e2nica racional&#8217;.<br \/>Engenheiro e matem\u00e1tico de g\u00eanio, Arquimedes elucidou completamente o princ\u00edpio geral da alavanca (&#8230;). Transformando esta velha inspira\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica numa ideia clara e numa verdade cientificamente estabelecida, Arquimedes abriu ao esp\u00edrito humano um imenso campo de dedu\u00e7\u00f5es que podiam ser todas convertidas em novos instrumentos de trabalho material (287 &#8211; 212 a.C.).<br \/>&#8220;Quer dizer, o estudo geral do equil\u00edbrio dos s\u00f3lidos fundado nas experi\u00eancias das primeiras m\u00e1quinas simples(6) constitui o ponto de partida racional de todos os progressos da mec\u00e2nica aplicada.<\/p><p>&#8220;Com a mec\u00e2nica e a partir da Escola de Alexandria (desde o s\u00e9c. III a.C. mas sobretudo a partir do s\u00e9c. II a.C.), assiste-se \u00e0 eclos\u00e3o das verdadeiras t\u00e9cnicas modernas, isto \u00e9, instrumentos concebidos pela raz\u00e3o, claramente deduzidos de princ\u00edpios cient\u00edficos, para um fim pr\u00e1tico preciso: instrumentos que teriam sido capazes de diminuir consideravelmente &#8216;o esfor\u00e7o dos homens&#8217;.<br \/>(&#8230;) &#8220;Destes ensaios isolados, tentativas suscitadas pela arte militar(7), a cirurgia e a medicina, a maquinaria do teatro, o transporte de materiais, destacam-se pouco a pouco &#8216;ideias t\u00e9cnicas&#8217; muito precisas. Mas o seu interesse torna-se prodigioso quando se verifica que estas ideias t\u00e9cnicas descobertas pelos gregos t\u00eam, de fato, um enorme alcance industrial &#8211; e sobre elas assenta uma boa parte da nossa pot\u00eancia moderna. Destas ideias, uma das mais fecundas foi a do parafuso(8), da qual nasceram in\u00fameras inven\u00e7\u00f5es; \u00e9 da adapta\u00e7\u00e3o do parafuso \u00e0 porca que se constitui a chamada cavilha de liga\u00e7\u00e3o, ainda indispens\u00e1vel \u00e0 nossa t\u00e9cnica moderna.&#8221;(9)<\/p><p>Este quadro mostraria a intelig\u00eancia grega na posse de muitas das ideias fundamentais da t\u00e9cnica moderna.<\/p><p>&#8220;De uma maneira geral, as inven\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas dos gregos, com exce\u00e7\u00e3o talvez do moinho de \u00e1gua e dos instrumentos cir\u00fargicos, serviram mais para observa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ou para curiosidade, para a arte ou para a guerra, do que para a transforma\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do trabalho humano.<\/p><p>&#8220;A transforma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do mundo, que teria talvez salvo a cultura mediterr\u00e2nica, foi ignorada pela inven\u00e7\u00e3o grega, apesar das prodigiosas antecipa\u00e7\u00f5es &#8211; assim como o foi pela poderosa organiza\u00e7\u00e3o romana. Estas duas grandes formas da sabedoria antiga foram hostis ao desenvolvimento industrial.<\/p><p>(&#8230;) &#8220;A origem desta extraordin\u00e1ria &#8216;esterilidade&#8217; pr\u00e1tica parece residir principalmente no fato de que a sociedade antiga n\u00e3o dava especial interesse \u00e0 supress\u00e3o da escravatura, supress\u00e3o que n\u00e3o podia considerar nem poss\u00edvel(10) nem realmente desej\u00e1vel. Adaptados durante s\u00e9culos \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da energia humana, os antigos, longe de pedir semelhante transforma\u00e7\u00e3o das suas tradi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais, pol\u00edticas e religiosas, tinham antes raz\u00e3o para a temer. Consciente ou inconsciente, esta reserva das civiliza\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas em face do maquinismo \u00e9 um fato not\u00e1vel.&#8221; (11)<\/p><p><strong>\u00bb O MUNDO MEDIEVAL<\/strong><\/p><p>Ap\u00f3s a queda do Imp\u00e9rio Romano, desenvolveu-se na Espanha a Forja Catal\u00e3, que veio a dominar todo o processo de obten\u00e7\u00e3o de ferro e a\u00e7o durante a Idade M\u00e9dia, espalhando-se notadamente pela Alemanha, Inglaterra e Fran\u00e7a.<br \/>Desde o s\u00e9culo VI ao s\u00e9culo X, em pequena escala, depois sobretudo do s\u00e9culo XI ao s\u00e9culo XIII, a obra de &#8220;coloniza\u00e7\u00e3o&#8221; agr\u00edcola e de aproveitamento da terra foi sendo realizada. Contudo, esses esfor\u00e7os s\u00f3 conseguem um fraco rendimento, pois a t\u00e9cnica continua sendo primitiva.<br \/>&#8220;Com a &#8216;coelheira moderna&#8217;, uma inven\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo X, o cavalo tem a garganta completamente livre e pode com toda a liberdade tomar a posi\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel ao seu esfor\u00e7o. Esta inven\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, de extraordin\u00e1ria import\u00e2ncia, foi acompanhada por uma s\u00e9rie de aperfei\u00e7oamentos ou de inova\u00e7\u00f5es que melhoraram e aumentaram os seus efeitos. Um desses diz respeito ao pr\u00f3prio cavalo: a ferradura de cravos, inventada, ou, talvez, reinventada, mas, em qualquer caso, sistematicamente desenvolvida na Idade M\u00e9dia.&#8221;(12)<\/p><p>&#8220;No s\u00e9culo IV d.C. os fundidores hindus foram capazes de fundir alguns pilares de ferro que se tornaram famosos. Um deles, ainda em D\u00e9li, tem uma altura de mais de 7 metros, com outro meio metro abaixo do solo e um di\u00e2metro que varia de 40 cm a mais de 30cm; pesa mais de 6 toneladas, \u00e9 feito de ferro forjado e sua fundi\u00e7\u00e3o teria sido considerada imposs\u00edvel, naquele tamanho, na Europa, at\u00e9 \u00e9poca relativamente recente. Mas a coisa mais not\u00e1vel, talvez, nesse e em outros pilares de sua esp\u00e9cie, \u00e9 a aus\u00eancia de deteriora\u00e7\u00e3o ou de qualquer sinal de ferrugem (\u00f3xido magn\u00e9tico de ferro seria a explica\u00e7\u00e3o).<\/p><p>&#8220;De todos os trabalhos dos chineses em f\u00edsica &#8211; campo em que eles deram muitas contribui\u00e7\u00f5es importantes -, o mais significativo foi a inven\u00e7\u00e3o da b\u00fassola magn\u00e9tica. No s\u00e9culo VI, eles descobriram que pequenas agulhas de ferro podiam ser magnetizadas caso fossem esfregadas com um peda\u00e7o de magnetita (uma forma do \u00f3xido de ferro). Tempos depois, foi adotada pelos marinheiros, e era comum nos navios chineses talvez desde o s\u00e9culo X e, certamente, no s\u00e9culo XI; seu uso pelos chineses para a navega\u00e7\u00e3o precedeu sua ado\u00e7\u00e3o no Ocidente em pelo menos cem anos.&#8221; (13)<\/p><p><strong>\u00bb A ALQUIMIA<\/strong><\/p><p>Na cultura \u00e1rabe, a alquimia era uma &#8220;mistura de ci\u00eancia, arte e magia que floresceu gradualmente at\u00e9 atingir uma forma inicial de qu\u00edmica. A alquimia referia-se \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia dos objetos na presen\u00e7a de um agente espiritual, muitas vezes chamado de &#8216;pedra filosofal&#8217;. Usavam-se metais e minerais, mas se acreditava que participavam n\u00e3o apenas como corpos materiais, mas tamb\u00e9m como s\u00edmbolos do mundo c\u00f3smico do homem &#8211; da\u00ed sua correla\u00e7\u00e3o, em desenhos e manuscritos de alquimia, com sinais astrol\u00f3gicos: por exemplo, o sinal do Sol indicava o ouro, o da Lua, a prata, enquanto o de Merc\u00fario significava merc\u00fario e V\u00eanus, o cobre. Era uma &#8216;ci\u00eancia&#8217; que envolvia o cosmo e a alma, em que a natureza era um dom\u00ednio sagrado, que fazia nascer minerais e metais. &#8220;(14)<br \/>A alquimia ocidental estava muito mais preocupada com a transmuta\u00e7\u00e3o de metais n\u00e3o-preciosos em ouro do que a oriental.<br \/>&#8220;O ferro e o a\u00e7o eram, nos tempos mais antigos, considerados inteiramente \u00e0 parte como subst\u00e2ncias diversas. Mas, assim como o alquimista medieval tentou transformar os metais b\u00e1sicos em ouro, assim tamb\u00e9m o trabalhador do ferro fez a tentativa &#8211; com \u00eaxito algo maior &#8211; de transformar o ferro em a\u00e7o. Mas praticava ele apenas uma forma bem sucedida de alquimia. Transformava uma subst\u00e2ncia em outra por m\u00e9todos mais m\u00e1gicos do que cient\u00edficos. O seguinte trecho de um tratado medieval que descreve a manufatura de uma lima de a\u00e7o denota o ambiente de magia que cercava o que na realidade constitu\u00eda um processo metal\u00fargico simpl\u00edssimo:<br \/>&#8216;Queima-se o chifre de um boi no fogo, raspando-o e misturando-o com uma ter\u00e7a parte de sal e em seguida moendo-o bem. Depois coloca-se a lima no fogo e quando brilhar salpica-se esse preparado por toda ela, e, aplicando-se algumas brasas, sopra-se rapidamente sobre ela, mas de tal forma que a t\u00eampera n\u00e3o caia&#8230; arrefecendo-a na \u00e1gua.&#8217;<br \/>&#8220;Expresso em termos mais t\u00e9cnicos, o processo descrito por Te\u00f3filo consistia em acrescentar-se carbono e aquec\u00ea-lo at\u00e9 que o ferro tivesse absorvido ou dissolvido bastante carbono para adquirir as caracter\u00edsticas do a\u00e7o.<br \/>&#8220;Assim, da aurora da Idade do Ferro at\u00e9 a \u00faltima parte da Idade M\u00e9dia, o ferro era feito na fornalha ou &#8216;forja para fiar o ferro&#8217;. Ocasionalmente resultava o a\u00e7o, conhecido como a\u00e7o &#8216;natural&#8217;, por\u00e9m o que de modo geral se obtinha era o ferro doce e sold\u00e1vel, rico em esc\u00f3ria e impurezas. Ainda considerado um metal raro, o ferro era empregado, naturalmente, para ferramentas, armas e armaduras. Com bastante frequ\u00eancia, apenas a relha de um arado pesado e a ponta da l\u00e2mina eram de ferro. Pequena parcela era empregada nos grandes pr\u00e9dios da \u00e9poca cl\u00e1ssica e medieval, muitas vezes sob a forma de grades de ferro ornamental. Mas o ferro era desconhecido na cozinha. O marceneiro geralmente tinha que trabalhar sem pregos; o arame era raro e uma agulha era quase considerada uma heran\u00e7a. Contudo, a fabrica\u00e7\u00e3o do ferro processou-se largamente na Europa medieval, se n\u00e3o no resto do mundo antigo.&#8221;(15)<br \/>Permanece a verdade geral de que, antes do s\u00e9c. XV, o ferro era obtido na Europa como uma massa pastosa que podia ser moldada pelo uso do martelo e n\u00e3o como um l\u00edquido que corresse para um molde.<br \/>&#8220;O fim da Idade M\u00e9dia, que prepara a Europa moderna pela extens\u00e3o do maquinismo, \u00e9 tamb\u00e9m testemunha das primeiras interven\u00e7\u00f5es do capitalismo no esfor\u00e7o para a produ\u00e7\u00e3o industrial.<\/p><p>&#8220;Esta evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 acompanhada por grandes progressos t\u00e9cnicos, especialmente no que se refere aos transportes mar\u00edtimos. Um impulso semelhante se observa no progresso da metalurgia. A for\u00e7a hidr\u00e1ulica foi aplicada aos foles da forja a partir dos princ\u00edpios do s\u00e9culo XIII. Assim se obteve uma temperatura mais elevada e regular. A carbura\u00e7\u00e3o mais ativa deu a fundi\u00e7\u00e3o, correndo na base do forno o ferro fundido suscept\u00edvel de fornecer pe\u00e7as moldadas. O forno, que, a partir de ent\u00e3o, se p\u00f4de ampliar, transformou-se no forno de fole (3 m de altura) e em seguida, no alto-forno (5 m de altura).&#8221;(16)<\/p><p>&#8220;O progresso t\u00e9cnico mais importante na hist\u00f3ria da ind\u00fastria sider\u00fargica foi a inven\u00e7\u00e3o do alto-forno. Contudo, este n\u00e3o foi a cria\u00e7\u00e3o de um g\u00eanio inventivo, tendo-se desenvolvido gradualmente a partir da forja para fiar o ferro. As altas paredes desse alto-forno rudimentar impediam que o lingote fosse retirado por cima. Ao inv\u00e9s, arrebentavam-se as pr\u00f3prias paredes e removia-se a massa de ferro, sendo o forno reconstru\u00eddo para receber outra carga. O primeiro alto-forno foi constru\u00eddo no s\u00e9culo XV. Desconhecem-se o tempo e o local exatos, embora provavelmente tivesse sido na Ren\u00e2nia. A inven\u00e7\u00e3o alterou a escala e natureza do trabalho em ferro.&#8221;(17)<\/p><p>&#8220;Outra grande contribui\u00e7\u00e3o desse per\u00edodo consistiu na obten\u00e7\u00e3o de caracteres tipogr\u00e1ficos met\u00e1licos m\u00f3veis, bastante n\u00edtidos, suscept\u00edveis de resistir \u00e0 press\u00e3o e ao desgaste e de serem obtidos em n\u00famero suficiente de maneira a permitir um resultado industrial. \u00c9 o in\u00edcio da imprensa moderna, sem d\u00favida, um dos maiores impulsos ao Renascimento.<\/p><p>(&#8230;) &#8220;Desde o fim da Idade M\u00e9dia que o emprego do ferro fundido, o uso do arame e dos cabos met\u00e1licos dava ao equipamento t\u00e9cnico uma fei\u00e7\u00e3o moderna completada pelo uso de correias para transmiss\u00f5es mec\u00e2nicas e pelo aperfei\u00e7oamento das ligas met\u00e1licas.&#8221;(18)<\/p><p><strong>\u00bb A REVOLU\u00c7\u00c3O CIENT\u00cdFICA<\/strong><\/p><p>O alto-forno a carv\u00e3o mineral apareceu por volta de 1630. O primeiro laminador remonta aproximadamente ao ano 1700. O processo de refina\u00e7\u00e3o do ferro chamado pudlagem foi patenteado na Inglaterra em 1781 por Henry Cort, difundindo-se com rapidez bem inusitada. A pudlagem \u00e9 descrita como a mais pesada forma de trabalho jamais empreendida regularmente pelo homem. Entretanto, o grande impulso ao desenvolvimento da siderurgia ocorreu com o advento da tra\u00e7\u00e3o a vapor e o surgimento das ferrovias, a primeira das quais inaugurada em 1827.<br \/>At\u00e9 o fim do s\u00e9culo XVIII, a maior parte das m\u00e1quinas industriais eram feitas de madeira. O r\u00e1pido desenvolvimento dos m\u00e9todos de refina\u00e7\u00e3o e de trabalho do ferro abriu caminho a novas utiliza\u00e7\u00f5es do metal e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas industriais e, por consequ\u00eancia, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o em quantidade de objetos met\u00e1licos de uso geral. A verdadeira m\u00e1quina \u00e9 de metal: o desenvolvimento da metalurgia condicionar\u00e1 todo o desenvolvimento do maquinismo.<br \/>Em meio \u00e0s guerras napole\u00f4nicas desenvolve-se a t\u00e9cnica do a\u00e7o de cadinho. Krupp \u00e9 um dos reivindicantes da patente ao fim da guerra em 1815. Mas o a\u00e7o de cadinho s\u00f3 podia ser feito em quantidades relativamente pequenas, sendo o seu custo particularmente elevado.<\/p><p><strong>\u00bb A REVOLU\u00c7\u00c3O INDUSTRIAL<\/strong><\/p><p>Entre as descobertas cient\u00edficas, que gradativamente iam melhorando o processo de produ\u00e7\u00e3o industrial, merece destaque a &#8220;utiliza\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o de pedra para redu\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio de ferro, que resultou na localiza\u00e7\u00e3o dos complexos sider\u00fargicos &#8211; independente da localiza\u00e7\u00e3o das florestas fornecedoras do carv\u00e3o de lenha &#8211; e que veio determinar, por privil\u00e9gios geol\u00f3gicos, o pioneirismo de uma na\u00e7\u00e3o na siderurgia. A Gr\u00e3-Bretanha foi, realmente, a maior benefici\u00e1ria dessa conquista cient\u00edfica, em raz\u00e3o de possuir, em territ\u00f3rios economicamente pr\u00f3ximos, jazidas de min\u00e9rio de ferro e de carv\u00e3o de pedra.<br \/>&#8220;Junte-se a isto toda uma estrutura comercial voltada para o exterior e j\u00e1 se pode vislumbrar o perfil de um pa\u00eds que, praticamente sozinho, foi capaz de deter o privil\u00e9gio de dom\u00ednio do mercado internacional de ferro, a ponto de ter sido considerada a &#8216;oficina mec\u00e2nica do mundo&#8217;. Na Gr\u00e3-Bretanha, na realidade, somente a ind\u00fastria t\u00eaxtil suplantou a ind\u00fastria do ferro, na promissora aurora da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.<br \/>(&#8230;) &#8220;Apesar de n\u00e3o ser o \u00fanico pa\u00eds a produzir ferro, foi o primeiro a produzi-lo em escala consider\u00e1vel e se beneficiou do monop\u00f3lio das rela\u00e7\u00f5es comerciais com o mundo subdesenvolvido, monop\u00f3lio esse que estabeleceu entre fins do s\u00e9culo XVIII e in\u00edcio do s\u00e9culo XIX.&#8221;(19)<\/p><p>A expans\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial modificou totalmente a metalurgia e o mundo: o uso de m\u00e1quinas a vapor para inje\u00e7\u00e3o de ar no alto-forno, laminares, tornos mec\u00e2nicos e o aumento de produ\u00e7\u00e3o transformaram o ferro e o a\u00e7o no mais importante material de constru\u00e7\u00e3o. Em 1779, construiu-se a primeira ponte de ferro, em Coalbrookdale, Inglaterra; em 1787, o primeiro barco de chapas de ferro e muitas outras inova\u00e7\u00f5es.<\/p><p>&#8220;Nenhum dos novos usos do ferro, no entanto, contribuiu de maneira mais decisiva para o desenvolvimento da ind\u00fastria sider\u00fargica, do que as ferrovias.<br \/>&#8220;Somente na d\u00e9cada de 1830, gra\u00e7as \u00e0s encomendas das ferrovias \u00e0 ind\u00fastria sider\u00fargica, a ind\u00fastria brit\u00e2nica retomou o ritmo de crescimento da \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo XVIII.&#8221;(20). Exatamente em 1830, entra em opera\u00e7\u00e3o a ferrovia Liverpool-Manchester.<\/p><p>&#8220;O auge da atividade de constru\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria se deu em 1847, quando a constru\u00e7\u00e3o de 10.000 km de ferrovias estava em andamento. Por volta da d\u00e9cada de 1850, este per\u00edodo havia passado, e a estrutura b\u00e1sica da rede ferrovi\u00e1ria brit\u00e2nica havia sido estabelecida.<br \/>&#8220;Quando a rede ferrovi\u00e1ria brit\u00e2nica tinha sido completada, a ind\u00fastria sider\u00fargica ampliada foi capaz de suprir mat\u00e9ria-prima para a constru\u00e7\u00e3o de ferrovias em outros pa\u00edses. J\u00e1 em 1850 as exporta\u00e7\u00f5es atingiram 39% do produto bruto da ind\u00fastria &#8211; durante a primeira metade do s\u00e9culo eram em m\u00e9dia de apenas 25%.<br \/>&#8220;Os investimentos brit\u00e2nicos em ferrovias, fora da Inglaterra, foram o carro-chefe das exporta\u00e7\u00f5es durante toda a segunda metade do s\u00e9culo XIX, representando \u00e0s v\u00e9speras da 1\u00aa Grande Guerra, em 1913, 41% dos investimentos ultramarinos.<br \/>&#8220;O crescimento da ind\u00fastria sider\u00fargica, certamente promovido pela implanta\u00e7\u00e3o das redes ferrovi\u00e1rias, n\u00e3o somente brit\u00e2nicas como tamb\u00e9m europeias, ensejou a perspectiva de produ\u00e7\u00e3o de ferro e a\u00e7o em uma escala nunca vista anteriormente.<\/p><p>(&#8230;) &#8220;Tendo pois, praticamente, conclu\u00edda sua rede ferrovi\u00e1ria, a Gr\u00e3-Bretanha passou a construir cada vez menos, enquanto crescia a constru\u00e7\u00e3o de ferrovias na Europa, e nos demais continentes, com destaque para os Estados Unidos que, na d\u00e9cada de 1870, construiu 51.000 milhas de estradas de ferro, o que representava tanto quanto havia sido constru\u00eddo, na mesma \u00e9poca, no resto do mundo. Na realidade, a Gr\u00e3-Bretanha j\u00e1 n\u00e3o estava mais sozinha na explora\u00e7\u00e3o do mercado mundial.<\/p><p>&#8220;Os mercados aproximavam-se da satura\u00e7\u00e3o, pois, com suas economias incipientes e dependentes, n\u00e3o tinham capacidade de absorver a produ\u00e7\u00e3o crescente da ind\u00fastria brit\u00e2nica. Enquanto isso, os Estados Unidos continuavam com sua produ\u00e7\u00e3o crescente, j\u00e1 que visavam quase que exclusivamente o mercado interno, de dimens\u00f5es continentais.<br \/>&#8220;A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da Gr\u00e3-Bretanha se deteriorava a tal ponto que os Estados Unidos e a Alemanha, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1890, j\u00e1 ultrapassavam a ind\u00fastria brit\u00e2nica na sua mercadoria essencial &#8211; o a\u00e7o.<br \/>&#8220;Assim, o desenvolvimento da ind\u00fastria sider\u00fargica criava sua pr\u00f3pria crise e, dessa vez t\u00e3o s\u00e9ria, a ponto de ser chamada de a &#8216;Grande Depress\u00e3o&#8217;. O \u00faltimo quarto do s\u00e9culo XIX foi, portanto, caracterizado pela agress\u00e3o institucionalizada, agora sob a forma do imperialismo, f\u00f3rmula encontrada para garantir os mercados e prolongar o dom\u00ednio econ\u00f4mico.<\/p><p>&#8220;A siderurgia brit\u00e2nica tinha no entanto muito f\u00f4lego e, gra\u00e7as \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de navios a vapor de ferro e a\u00e7o e \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de produtos sider\u00fargicos, manteve-se ainda em condi\u00e7\u00f5es de concorrer com outros pa\u00edses.&#8221;(21)<br \/>Na d\u00e9cada de 1880-90 a produ\u00e7\u00e3o dos altos-fornos dos Estados Unidos tornou-se a maior do mundo, e antes de 1900 a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o norte-americana ultrapassou a da sua rival mais pr\u00f3xima, a Alemanha. Desde aquela data as ind\u00fastrias sider\u00fargicas do continente norte-americano ampliaram-se num ritmo extraordin\u00e1rio. Em 1957, os Estados Unidos e o Canad\u00e1 produziram, conjuntamente, 36,6% do ferro gusa e 36,5% do a\u00e7o bruto do mundo. O rival mais pr\u00f3ximo, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, produziu consideravelmente menos da metade desse total.<\/p><p>Na segunda metade do s\u00e9culo XIX o desenvolvimento sider\u00fargico foi muito r\u00e1pido, aparecendo os processos Siemens Martin (1865), Bessemer (1870) e Thomas (1888), de obten\u00e7\u00e3o do a\u00e7o em escala industrial. Outro m\u00e9todo de fabrica\u00e7\u00e3o do a\u00e7o que ganhou ampla aceita\u00e7\u00e3o \u00e9 o forno el\u00e9trico. Mas, devido \u00e0s suas pesadas demandas de energia, \u00e9 de opera\u00e7\u00e3o dispendiosa. Embora seja capaz de fabricar o a\u00e7o a partir do ferro gusa, \u00e9 normalmente utilizado para o ulterior refino do metal j\u00e1 refinado.<br \/>O trabalho do a\u00e7o, base da nossa civiliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 agora seguido, passo a passo, pelo controle dos instrumentos cient\u00edficos, tanto na medida das temperaturas como no exame microsc\u00f3pico dos produtos obtidos.<br \/>Atualmente o processo mais usado na obten\u00e7\u00e3o do a\u00e7o \u00e9 o processo LD (Linz-Donawitz) e, nas aciarias espalhadas pelo mundo, s\u00e3o produzidas centenas de milh\u00f5es de toneladas por ano (a marca de um milh\u00e3o de toneladas por ano foi conseguida em 1876; em 1926, j\u00e1 se fabricava cem milh\u00f5es de toneladas\/ano, chegando-se atualmente a n\u00edveis de 700 milh\u00f5es de toneladas, ou mais) de a\u00e7os das mais diversas qualidades e propriedades mec\u00e2nicas, sob a forma de chapas, perfis, barras, tubos, trilhos, etc.<\/p><p><strong>\u00bb O FERRO E O A\u00c7O NA CONSTRU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p><p>&#8220;H\u00e1 um momento na Hist\u00f3ria em que o ferro passa a ser empregado com t\u00e3o diversificados fins, dentre eles a constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios, que \u00e9 inevit\u00e1vel o registro desse material como um fator essencial para as transforma\u00e7\u00f5es de toda ordem por que passou a sociedade. Este momento \u00e9 o s\u00e9culo XIX.<br \/>(&#8230;) &#8220;J\u00e1 no final do s\u00e9culo XVIII, por ocasi\u00e3o do que se convencionou chamar de Primeira Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, o ferro, entre outros produtos industriais, surgiu como um material em condi\u00e7\u00f5es de competir com os materiais de constru\u00e7\u00e3o conhecidos e sacralizados at\u00e9 ent\u00e3o, no que se refere a pre\u00e7o e outras qualidades.<br \/>(&#8230;) &#8220;O ferro esteve presente, a princ\u00edpio timidamente, e posteriormente com mais intensidade, como material de constru\u00e7\u00e3o de uso consider\u00e1vel, a ponto de se falar em uma arquitetura do ferro.<br \/>&#8220;Esta arquitetura existiu nos pa\u00edses europeus que se desenvolveram com a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, nos Estados Unidos da Am\u00e9rica do Norte, e se manifestou praticamente em todo o mundo durante o s\u00e9culo XIX.<br \/>(&#8230;) &#8220;A urbaniza\u00e7\u00e3o, acentuada nos pa\u00edses em fase de industrializa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m evidente em portos que, apesar de situados em regi\u00f5es subdesenvolvidas, desempenhavam importante papel para a comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos industrializados, foi um fator decisivo para o surgimento de necessidades, que teriam de ser atendidas por novos edif\u00edcios e novos servi\u00e7os. Em determinado momento, se chegou a pensar que o ferro viria substituir quase todos os materiais at\u00e9 ent\u00e3o existentes. Em Londres, chegou a ser experimentado um tipo de pavimenta\u00e7\u00e3o com esse material.<br \/>&#8220;\u00c9 bem verdade que tamb\u00e9m existia, por parte dos produtores, uma incontida ansiedade por provar a viabilidade do novo material, justificada pelos desejados lucros nos neg\u00f3cios de produ\u00e7\u00e3o das encomendas.&#8221;(22)<br \/>Com o aparecimento das ferrovias surgiu a necessidade de se constru\u00edrem numerosas pontes e esta\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias, tendo sido estas as duas primeiras grandes aplica\u00e7\u00f5es do ferro nas constru\u00e7\u00f5es. As pontes met\u00e1licas eram feitas inicialmente com ferro fundido, depois com a\u00e7o forjado e posteriormente passaram a ser constru\u00eddas com a\u00e7o laminado.<br \/>&#8220;Na realidade, n\u00e3o se deve atribuir somente \u00e0s potencialidades pl\u00e1sticas do ferro fundido, nem \u00e0s possibilidades estruturais do a\u00e7o, o teor revolucion\u00e1rio do novo material. O que o ferro tinha de mais novo era a sua escala de produ\u00e7\u00e3o, que era industrial, e que se contrapunha a todo um processo de execu\u00e7\u00e3o das constru\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o.&#8221;(23)<br \/>Algumas obras not\u00e1veis, de estrutura met\u00e1lica, ainda em uso: a j\u00e1 referida ponte Coalbrookdale (Inglaterra), em ferro fundido, v\u00e3o de 31 m, constru\u00edda em 1779; Britannia Bridge (Inglaterra), viga caix\u00e3o, com dois v\u00e3os centrais de 140 m, constru\u00edda em 1850; Brooklin Bridge (New York), a primeira das grandes pontes p\u00eanseis, 486 m de v\u00e3o livre, constru\u00edda em 1883; ponte ferrovi\u00e1ria Firth of Forth (Esc\u00f3cia), viga Gerber com 521 m de v\u00e3o livre, constru\u00edda em 1890; Torre Eiffel (Paris), 312 m de altura, constru\u00edda em 1889; Empire State Building (New York), 380 m de altura, constru\u00eddo em 1933; Golden Gate Bridge (San Francisco), ponte p\u00eansil com 1280 m de v\u00e3o livre, constru\u00edda em 1937; Verrazano &#8211; Narrows Bridge (New York), ponte p\u00eansil com 1298 m de v\u00e3o livre, constru\u00edda em 1964 e World Trade Center (New York), 410 m de altura, 110 andares, constru\u00eddo em 1972.<br \/>&#8220;O Pal\u00e1cio de Cristal \u00e9 a pedra de toque dos meados do s\u00e9culo XIX e o que aponta em dire\u00e7\u00e3o ao s\u00e9culo XX. O Pal\u00e1cio de Cristal era inteiramente de ferro e vidro, foi projetado por um n\u00e3o arquiteto e foi desenhado para produ\u00e7\u00e3o em escala industrial de suas partes. \u00c9, em certo sentido, uma origem, mas tamb\u00e9m ele teve suas origens, que nos levam de volta ao s\u00e9culo XVIII. O emprego do ferro na arquitetura come\u00e7a na Fran\u00e7a de 1780 com Soufflot e Victor Luis, voltados especialmente para a constru\u00e7\u00e3o de teatros \u00e0 prova de fogo e, na Inglaterra de 1790, com industriais que, agindo como seus pr\u00f3prios designers, tencionavam construir f\u00e1bricas tamb\u00e9m \u00e0 prova de fogo. Em ambos os casos, o ferro foi um expediente de significado altamente utilit\u00e1rio, mas n\u00e3o est\u00e9tico. Surgiu quase que por acaso em interiores, em constru\u00e7\u00f5es rom\u00e2nticas como o Pavilh\u00e3o Real de Nash, em Brighton (1815-1820), e de maneira formal e externamente nas grandes pontes do mesmo per\u00edodo. A primeira ponte de ferro foi projetada em 1777 &#8211; a Ponte Coalbrookdale, na Inglaterra. Tem um v\u00e3o de 100 p\u00e9s (30 metros). Foi logo superada pela ponte em Sunderland (1793-1796), com 206 p\u00e9s (63 metros) e pela Ponte Schuylkill, de James Finley (1809), com 306 p\u00e9s (93 metros).<br \/>&#8220;Alguns arquitetos, no decorrer do s\u00e9culo XIX &#8211; Matthew Digby Wyatt entre eles -, situam essas obras entre as estruturas mais bonitas do s\u00e9culo. A partir da uni\u00e3o do ferro e do vidro, Wyatt prev\u00ea, ainda em 1851, uma &#8216;nova era na arquitetura&#8217;.<br \/>&#8220;Por essa \u00e9poca, alguns dos mais ousados arquitetos de renome come\u00e7aram a prestar aten\u00e7\u00e3o ao ferro; a Biblioteca de Ste. Genevi\u00e8ve de Paris, feita por Labrouste (1843-1850), e a Bolsa de Carv\u00e3o de Londres, feita por Bunning (1846-1849), s\u00e3o os primeiros edif\u00edcios cujo car\u00e1ter est\u00e9tico \u00e9 determinado pelo ferro.<br \/>&#8220;Mas, de um momento para o outro, os Estados Unidos tinham deixado todo o mundo para tr\u00e1s. Fizeram isso desenvolvendo primeiramente o arranha-c\u00e9u e, depois, descobrindo um estilo novo para ele. Em 1875, em Nova York, o Tribune Building, de Hunt, se elevava a 260 p\u00e9s (quase 80 metros); em 1890, o Pulitzer World Building, de Post, chegava a 375 p\u00e9s (mais de 110 metros).&#8221;(24)<br \/>&#8220;O que se convencionou chamar de Escola de Chicago costuma aparecer como um epis\u00f3dio isolado na hist\u00f3ria da arquitetura, e at\u00e9 mesmo surpreendente. Esquece-se de que os Estados Unidos da Am\u00e9rica do Norte produziram ferro com relativa abund\u00e2ncia a partir de meados do s\u00e9culo XIX, j\u00e1 conheciam e utilizavam os modelos (estruturas em ferro fundido) criados para resolver os problemas de riscos de inc\u00eandio em f\u00e1bricas de tecido inglesas.&#8221;(25)<br \/>&#8220;Chicago, uma cidade mais nova que New York, e onde as tradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o tinham import\u00e2ncia, acrescentou ao padr\u00e3o de seus arranha-c\u00e9us a inova\u00e7\u00e3o de grande amplitude, de aplicar o sistema de estrutura de ferro, originalmente utilizado para f\u00e1bricas. Isso foi feito pela primeira vez por William Le Baron Jenney no Home Insurance Building (1833-1885).<br \/>&#8220;A import\u00e2ncia da Escola de Chicago \u00e9 tripla. Encara-se, com mente aberta, a tarefa de construir edif\u00edcios comerciais, e encontra-se a melhor solu\u00e7\u00e3o em termos funcionais. Surgiu uma t\u00e9cnica de constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o-tradicional para preencher as necessidades do trabalho, e ela foi imediatamente aceita.&#8221;(26)<br \/>O triunfo da arquitetura em ferro chegou tamb\u00e9m na Fran\u00e7a, na exposi\u00e7\u00e3o de 1889, centrado na conquista de novos materiais por novos arquitetos. &#8220;A Torre Eiffel, por sua altura e localiza\u00e7\u00e3o, tornava-se imediatamente um dos principais componentes da cena arquitet\u00f4nica de Paris.&#8221;(27).<\/p><p>As principais aplica\u00e7\u00f5es das estruturas de a\u00e7o na atualidade:<\/p><p>pontes ferrovi\u00e1rias e rodovi\u00e1rias<\/p><p>edif\u00edcios industriais, comerciais e residenciais<\/p><ul><li>galp\u00f5es, hangares, garagens e esta\u00e7\u00f5es<\/li><li>coberturas de grandes v\u00e3os em geral &#8211; torres de transmiss\u00e3o e subesta\u00e7\u00f5es<\/li><li>torres para antenas<\/li><li>chamin\u00e9s industriais<\/li><li>plataformas offshore<\/li><li>constru\u00e7\u00e3o naval<\/li><li>constru\u00e7\u00f5es hidromec\u00e2nicas<\/li><li>silos industriais<\/li><li>vasos de press\u00e3o<\/li><li>guindastes e pontes-rolantes<\/li><li>instala\u00e7\u00f5es para explora\u00e7\u00e3o e tratamento de min\u00e9rio<\/li><li>parques de divers\u00f5es<\/li><li>etc.<\/li><\/ul><p>\u00bb<b> FERRO E A\u00c7O NO BRASIL<\/b><\/p><p>A atividade metal\u00fargica no in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o \u00e9 exercida pelos art\u00edfices ferreiros, caldeireiros, funileiros, latoeiros, sempre presentes nos grupos de portugueses que desembarcavam nas rec\u00e9m-fundadas capitanias. &#8220;Por um lado, o art\u00edfice rapidamente ampliava suas atividades tornando-se fazendeiro, preador de \u00edndios ou comerciante e, por outro, as normas de aprendizado eram abandonadas, especialmente a proibi\u00e7\u00e3o de acesso de \u00edndios e escravos ao of\u00edcio. A C\u00e2mara paulistana, ainda nos anos de 1500, advertiu seguidas vezes seus ferreiros para que isso n\u00e3o acontecesse: como evitar, entretanto, que o ferreiro ensinasse a seu filho bastardo mameluco o seu of\u00edcio? Surpreendente \u00e9 a justificativa da advert\u00eancia: &#8216;O temor de que os \u00edndios viessem a substituir por armas de ferro os toscos tacapes, machados de pedra e farpas \u00f3sseas das flechas&#8217;, amea\u00e7ando as comunidades.<\/p><p>&#8220;A mat\u00e9ria-prima sempre foi importada e rara. Assim, os engenhos de a\u00e7\u00facar tinham na madeira seu principal material de constru\u00e7\u00e3o, e metais s\u00f3 entravam nas opera\u00e7\u00f5es absolutamente imprescind\u00edveis, como os tachos de cobre para o cozimento do mela\u00e7o, machados, enxadas e foices de ferro.&#8221;(28)<\/p><p>&#8220;Quanto ao ferro \u00e9 certo que dele se fundiu enquanto houve f\u00e1brica em Santo Amaro, nas proximidades de S\u00e3o Paulo (as forjas da regi\u00e3o de Bira\u00e7oiaba, anteriores a essa f\u00e1brica, segundo alguns textos, e onde o ferro de in\u00edcio passava por prata, s\u00f3 surgiram, de fato, mais tarde) entre 1607 e depois de 1620: era um ferro brando, mais brando que o de Biscaia, talvez por menos temperado, segundo um papel que consta do Livro Primeiro do Governo do Brasil. Cabe ao menos certa import\u00e2ncia hist\u00f3rica ao engenho de Santo Amaro, por ser, cronologicamente, o mais antigo de que h\u00e1 not\u00edcia no hemisf\u00e9rio ocidental, embora ao de Jamestown, na Virg\u00ednia, se d\u00ea comumente essa primazia.&#8221; (29)<\/p><p>&#8220;O min\u00e9rio de ferro foi identificado e explorado desde o s\u00e9culo XVI, como atestam as atas da C\u00e2mara de S\u00e3o Paulo. Sobre essas primeiras explora\u00e7\u00f5es, o Bar\u00e3o Eschwege d\u00e1 not\u00edcia, sem precisar, entretanto, o processo utilizado para a obten\u00e7\u00e3o do ferro.<\/p><p>(&#8230;) &#8220;No s\u00e9culo XVII temos refer\u00eancia a forjas em Santana do Parna\u00edba (S\u00e3o Paulo), Santo \u00c2ngelo (Missiones), e do governador do Maranh\u00e3o solicitando recursos para a instala\u00e7\u00e3o de engenho de ferro, negado pela Coroa sob a alega\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o convinha continuar a manufatura dele, porque se o gentio o encontrasse com maior abund\u00e2ncia no sert\u00e3o, instru\u00eddos pelos que fugissem da cidade, f\u00e1cil seria fabric\u00e1-lo, o que \u00e9 um grave dano ao com\u00e9rcio do Reino, por ser o ferro a melhor droga que dele podia vir.<\/p><p>(&#8230;) &#8220;Por sua vez, S\u00e9rgio Buarque de Holanda fala em &#8216;fornos catal\u00e3es&#8217;. E n\u00e3o podemos deixar de assinalar primitivos metalurgistas africanos, como ali\u00e1s, em outras ocasi\u00f5es, o autor alem\u00e3o n\u00e3o deixa de anotar, no tocante a t\u00e9cnicas e utens\u00edlios trazidos pelos pr\u00f3prios escravos.<\/p><p>(&#8230;) &#8220;O ferro forjado produzido no Brasil, cuja destina\u00e7\u00e3o maior seria para utens\u00edlios, ferragens e armas de fogo, al\u00e9m de n\u00e3o ultrapassar volume extremamente reduzido, devido \u00e0 dispers\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, ainda era de qualidade muito baixa, com alto teor de carbono e de esc\u00f3ria, produzindo um ferro quebradi\u00e7o e pouco male\u00e1vel, de dif\u00edcil estiramento.<\/p><p>(&#8230;) &#8220;Essa situa\u00e7\u00e3o seria alterada somente com a vinda da Fam\u00edlia Real, quando duas ambiciosas empresas foram elaboradas, ambas com pesados investimentos estatais: o intendente C\u00e2mara, em 1808, construiu altos-fornos em Serro Frio (Minas Gerais) e Varnhagen, na mesma \u00e9poca, procurou instalar uma grande sider\u00fargica em Ipanema (Sorocaba), pr\u00f3xima \u00e0s antigas instala\u00e7\u00f5es quinhentistas de Afonso Sardinha.&#8221;(30)<\/p><p>Mas, como o Bar\u00e3o de Eschwege observou, essas tentativas fracassaram pela fragilidade do mercado local. Para este, as pequenas forjas eram mais do que suficientes.<br \/>&#8220;A utiliza\u00e7\u00e3o de produtos de ferro e a\u00e7o se limitava, na primeira metade do s\u00e9culo XIX, a ferramentas de cultivo da terra e posteriormente, \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de engenhos centrais de a\u00e7\u00facar. Esta uma inova\u00e7\u00e3o trazida pelos europeus para agilizar uma produ\u00e7\u00e3o que ainda justificava investimentos, em fun\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os compensadores no mercado internacional e at\u00e9 mesmo para baixar o custo de produ\u00e7\u00e3o, pela sua racionaliza\u00e7\u00e3o. Assim, os ingleses tentaram inclusive instalar no Brasil ind\u00fastrias de ferro, experi\u00eancias frustradas tamb\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia com produtos similares importados da Inglaterra e da Fran\u00e7a.(&#8230;) Dentre elas, se destaca a Fundi\u00e7\u00e3o d&#8217;Aurora, a &#8216;Aurora Foundry&#8217; ou &#8216;Starr &amp; Cia.&#8217;, fundada em 1829 pelo ingl\u00eas Christopher Starr, e que funcionou no Recife at\u00e9 1873.&#8221;(31)<\/p><p>\u00bb<b> ESTRUTURAS MET\u00c1LICAS NA CONSTRU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p><p>&#8220;No s\u00e9culo XIX, os ingleses dominaram os servi\u00e7os p\u00fablicos no Brasil. Quase sempre instalavam esses servi\u00e7os \u00e0s pr\u00f3prias expensas. Adquiriam a concess\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o por um tempo determinado, suficiente para ressarcir as despesas com o investimento, os custos de manuten\u00e7\u00e3o, os honor\u00e1rios e os lucros. \u00c9 poss\u00edvel, portanto, que eles procurassem maximizar o investimento inicial, visando uma concess\u00e3o mais longa de explora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os. \u00c9 prov\u00e1vel tamb\u00e9m que alguns itens desse investimento inicial n\u00e3o tivessem de ser necessariamente importados, mesmo considerando que muitos produtos industriais para constru\u00e7\u00e3o civil aqui chegavam com melhor qualidade e melhor pre\u00e7o do que os similares brasileiros.<\/p><p>&#8220;Um servi\u00e7o, instalado no Brasil e monopolizado por firmas inglesas, foram as ferrovias, monop\u00f3lio esse somente rompido no fim do s\u00e9culo XIX, pelo concurso dos belgas, mesmo assim para pequenos ramais.<\/p><p>&#8220;A partir da metade do s\u00e9culo, foram constru\u00eddas v\u00e1rias estradas de ferro no pa\u00eds, para servir essencialmente aos prop\u00f3sitos da exporta\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas. As linhas constru\u00eddas n\u00e3o eram locadas com os objetivos de facilitar os transportes de pessoas e mercadorias, servir a rede urbana existente e promover o seu desenvolvimento. Visavam, primordialmente, o escoamento da produ\u00e7\u00e3o local para os portos de exporta\u00e7\u00e3o. De qualquer forma, desempenharam importante papel no desenvolvimento local. Foi o caso das estradas de ferro que transportaram caf\u00e9, a\u00e7\u00facar e algod\u00e3o para os portos de Santos, Rio de Janeiro, Recife, etc.<\/p><p>&#8220;A arquitetura ferrovi\u00e1ria &#8211; que tantas esperan\u00e7as despertara na Europa entre os poucos cr\u00edticos de arte de vanguarda, tamb\u00e9m se manifestou aqui, repetindo, sem grandes varia\u00e7\u00f5es e com raras exce\u00e7\u00f5es, os modelos europeus.<\/p><p>&#8220;As poucas exce\u00e7\u00f5es se constitu\u00edram nas esta\u00e7\u00f5es em ferro corrugado na Cantagalo Railway, no Estado do Rio de Janeiro.(&#8230;) Outra esta\u00e7\u00e3o que foge \u00e0 regra geral \u00e9 a de Bananal em S\u00e3o Paulo.<br \/>&#8220;Bananal, pequena cidade (&#8230;) pr\u00f3xima \u00e0 fronteira com o Estado do Rio de Janeiro, notabilizou-se no s\u00e9culo passado pela produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9. Apesar da sua import\u00e2ncia para a economia do Estado, a cidade ficou \u00e0 margem da linha ferrovi\u00e1ria Rio-S\u00e3o Paulo. Os fazendeiros de caf\u00e9 decidiram, ent\u00e3o, mandar construir uma estrada de ferro ligando a cidade a Barra Mansa, local onde passava a estrada Rio-S\u00e3o Paulo, e da\u00ed aos portos por onde escoariam a sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p><p>&#8220;Constituiu-se portanto, em 1880, a Companhia Estrada de Ferro Bananal, que contratou as obras com Jos\u00e9 Leite Figueiredo. A aboli\u00e7\u00e3o da escravatura n\u00e3o s\u00f3 interrompeu as obras como tamb\u00e9m liquidou a empresa.(&#8230;) Coube aos engenheiros Jos\u00e9 Caetano Horta Barbosa e Machado da Costa concluir as obras iniciadas em 1880. Assim, em outubro de 1888, chegou a Bananal a esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria que ali seria montada.<\/p><p>&#8220;De fato, esta \u00e9 uma esta\u00e7\u00e3o singular no Brasil e, talvez, no mundo. Ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel localizar outra edifica\u00e7\u00e3o com essa mesma fun\u00e7\u00e3o e com a mesma forma.<br \/>&#8220;Em 1918 esse ramal ferrovi\u00e1rio passou a pertencer \u00e0 Uni\u00e3o. Mais tarde foi desativado. Hoje, n\u00e3o existem sequer os trilhos. A &#8216;elegant\u00edssima&#8217; esta\u00e7\u00e3o deu lugar a um dep\u00f3sito de uma empresa p\u00fablica. Isto enquanto n\u00e3o \u00e9 restaurada, prop\u00f3sito que vem sendo anunciado j\u00e1 h\u00e1 algum tempo, mas que n\u00e3o se efetiva.<\/p><p>&#8220;(&#8230;) A mais sensacional das esta\u00e7\u00f5es \u00e9, contudo, a da Luz, no centro da cidade de S\u00e3o Paulo. Com algumas modifica\u00e7\u00f5es, feitas ap\u00f3s um inc\u00eandio, a esta\u00e7\u00e3o \u00e9, fundamentalmente, a mesma que se terminou de construir em 1901 e que, imponentemente, marcava a paisagem da capital paulista.<br \/>&#8220;(&#8230;) Dentre os edif\u00edcios pr\u00e9-fabricados em ferro, importados pelo Brasil, nenhum tipo foi t\u00e3o \u00fatil e t\u00e3o disseminado quanto os mercados p\u00fablicos.<\/p><p>&#8220;O Mercado de S\u00e3o Jos\u00e9, no Recife, sem d\u00favida, \u00e9 o mais antigo mercado de ferro existente no Brasil e, provavelmente, o pioneiro. A sua montagem final foi conclu\u00edda em 1875 e est\u00e1 situado no bairro de S\u00e3o Jos\u00e9. (&#8230;) O mercado jamais deixou de funcionar, desde o dia de sua inaugura\u00e7\u00e3o.<br \/>&#8220;O Mercado de Peixe, em Bel\u00e9m, por muito tempo conhecido como o Mercado de Ferro, foi inaugurado em 1\u00ba de dezembro de 1901 (&#8230;). N\u00e3o se conseguiu precisar a origem da estrutura met\u00e1lica do edif\u00edcio, embora se possa asseverar, dado \u00e0s circunst\u00e2ncias regionais, que tenha sido importada.<\/p><p>&#8220;O mercado continua em funcionamento e, com suas torres bizarras, \u00e9 presen\u00e7a obrigat\u00f3ria nos cart\u00f5es-postais da cidade de Bel\u00e9m.<br \/>&#8220;O Mercado Municipal do Rio de Janeiro foi o maior de todos os edif\u00edcios de ferro montados no Brasil, de origem europ\u00e9ia.(&#8230;) Na d\u00e9cada de 1950, o mercado municipal foi destru\u00eddo para a constru\u00e7\u00e3o de um viaduto, parte de uma das novas avenidas constru\u00eddas para desafogar o tr\u00e1fego de ve\u00edculos automotores.<\/p><p>&#8220;(&#8230;) Passados trinta e tr\u00eas anos do estrondoso sucesso do Pal\u00e1cio de Cristal de Londres, o Brasil tamb\u00e9m inaugurou o seu. Certamente, a denomina\u00e7\u00e3o que o edif\u00edcio recebeu aqui se deve \u00e0 similaridade do material empregado nos dois pavilh\u00f5es e aos efeitos pl\u00e1sticos conseguidos, mantidas as devidas propor\u00e7\u00f5es.<\/p><p>&#8220;O edif\u00edcio existe hoje, no mesmo lugar onde foi primitivamente montado: numa pra\u00e7a situada na conflu\u00eancia dos rios Piabanha e Quitandinha, na cidade de Petr\u00f3polis.(&#8230;) Restaurado recentemente, abriga exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias de arte, cumprindo objetivos propostos h\u00e1 um s\u00e9culo. \u00c9 todo em ferro e vidro.&#8221;(32)<\/p><p>\u00c9 no Brasil que os programas mais ambiciosos foram elaborados para o desenvolvimento das ind\u00fastrias sider\u00fargicas. O Brasil conta com a maior popula\u00e7\u00e3o de qualquer pa\u00eds latino americano bem como com o maior consumo de produtos de a\u00e7o. Possui, al\u00e9m disso, as mais altas jazidas de min\u00e9rio de alto teor do continente, e tamb\u00e9m generosa parcela dos escassos recursos carbon\u00edferos da Am\u00e9rica Latina. Antes da Segunda Grande Guerra, existiam v\u00e1rias pequenas empresas sider\u00fargicas, com uma produ\u00e7\u00e3o conjunta inferior a 100.000 toneladas de a\u00e7o. Achava-se localizada perto das jazidas de min\u00e9rio de Itabira, sendo que algumas das usinas utilizavam carv\u00e3o vegetal como combust\u00edvel.<\/p><p>Em 1940, constitui-se a CSN com o objetivo de construir-se uma grande usina moderna integrada. &#8220;O pa\u00eds importava praticamente todo o a\u00e7o de que necessitava, tanto que as instala\u00e7\u00f5es industriais da pr\u00f3pria CSN foram constru\u00eddas com estruturas fornecidas por empresas estrangeiras. (&#8230;) N\u00e3o \u00e9 de estranhar que a falta de tradi\u00e7\u00e3o no uso das estruturas met\u00e1licas tenha levado a CSN, em 1950, a encontrar dificuldades na comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos de sua linha de perfis pesados.<br \/>&#8220;A entrada em opera\u00e7\u00e3o, nos anos sessenta, da Cosipa &#8211; Companhia Sider\u00fargica Paulista &#8211; e da Usiminas &#8211; Usinas Sider\u00fargicas de Minas Gerais &#8211; favoreceu uma not\u00e1vel expans\u00e3o da oferta de produtos laminados planos no mercado.<\/p><p>&#8220;Na d\u00e9cada seguinte a ind\u00fastria sider\u00fargica se consolidaria como ind\u00fastria de base, diminuindo consideravelmente as importa\u00e7\u00f5es de produtos sider\u00fargicos.<br \/>&#8220;Com a amplia\u00e7\u00e3o e a moderniza\u00e7\u00e3o das nossas usinas, processou-se um efeito multiplicador que permitiu alcan\u00e7ar elevados \u00edndices de produtividade e de qualidade. Passamos da tradicional condi\u00e7\u00e3o de importadores para a de exportadores de a\u00e7o.&#8221;(33)<\/p><p>\u00bb<b> NOTAS<\/b><\/p><h6>1. DUCASS\u00c9, PIERRE, Hist\u00f3ria das t\u00e9cnicas. Lisboa: Publica\u00e7\u00f5es Europa-Am\u00e9rica,1962, p. 21-5.<br \/>2. DUCASS\u00c9, PIERRE, Hist\u00f3ria das t\u00e9cnicas. Lisboa: Publica\u00e7\u00f5es Europa-Am\u00e9rica,1962, p. 27-30<br \/>3. RONAN, COLIN A., Hist\u00f3ria Ilustrada da Ci\u00eancia da Universidade de Cambridge. R.J.: Jorge Zahar Editor, v.I, 1987, p. 53-5.<br \/>4. RONAN, COLIN A., Hist\u00f3ria Ilustrada da Ci\u00eancia da Universidade de Cambridge. R.J.: Jorge Zahar Editor, v.I, 1987, p.61.<br \/>5. DE CAMP, SPRAGUE, A Hist\u00f3ria Secreta e Curiosa das Grandes Inven\u00e7\u00f5es&#8230;.: Lidador, p. 178.<br \/>6. Estas m\u00e1quinas simples eram: a roda e o seu eixo, a alavanca, a roldana, a cunha, o parafuso sem fim (parafuso engrenando uma roda dentada). Pelas suas combina\u00e7\u00f5es, essas m\u00e1quinas geravam todos os aparelhos de levantamento (guinchos) conhecidos nessa \u00e9poca.(DUCASS\u00c9)<br \/>7. Entre essas tentativas mencionemos as catapultas dos engenheiros de Dinis o Antigo, que defenderam Siracusa em 397 a.C. contra a frota cartaginesa: m\u00e1quinas enormes derivadas do arco da flecha, por uma s\u00e9rie de estudos emp\u00edricos,(&#8230;) cujos resultados se exprimem em f\u00f3rmulas num\u00e9ricas (&#8230;). Tamb\u00e9m Ctes\u00edbolo, disc\u00edpulo de Arquimedes, inventou uma bomba hidr\u00e1ulica e desenhou catapultas operadas por molas de bronze e uma a ar comprimido.(DUCASS\u00c9)<br \/>8. O parafuso, a porca e as suas principais aplica\u00e7\u00f5es est\u00e3o tradicionalmente ligadas aos nomes de Arquitas e de Arquimedes. Mas d\u00e1-se com essa inven\u00e7\u00e3o o mesmo que se d\u00e1 com muitas outras: o uso do parafuso, originalmente um eixo cavado com um veio em espiral, liga-se a experi\u00eancias muito antigas. O parafuso hidr\u00e1ulico, chamado &#8220;de Arquimedes&#8221;, parece antes remontar a certos aparelhos usados pelos eg\u00edpcios para fazer subir a \u00e1gua.(DUCASS\u00c9)<br \/>9. DUCASS\u00c9, PIERRE, Hist\u00f3ria das t\u00e9cnicas. Lisboa: Publica\u00e7\u00f5es Europa-Am\u00e9rica,1962, p. 36-46.<br \/>10. Veja-se a frase de Arist\u00f3teles: &#8220;Quando a lan\u00e7adeira andar sozinha, os escravos ser\u00e3o in\u00fateis&#8221;. Aquilo que era, no pensamento do fil\u00f3sofo, uma demonstra\u00e7\u00e3o ir\u00f4nica da necessidade da escravatura, transformou-se numa involunt\u00e1ria profecia! (DUCASS\u00c9)<br \/>11. DUCASS\u00c9, PIERRE, Hist\u00f3ria das t\u00e9cnicas. Lisboa: Publica\u00e7\u00f5es Europa-Am\u00e9rica,1962, p. 50-1.<br \/>12. DUCASS\u00c9, PIERRE, Hist\u00f3ria das t\u00e9cnicas. Lisboa: Publica\u00e7\u00f5es Europa-Am\u00e9rica,1962, p. 63.<br \/>13. RONAN, COLIN A., Hist\u00f3ria Ilustrada da Ci\u00eancia da Universidade de Cambridge. R.J.: Jorge Zahar Editor, v.II , 1987, p. 59-76.<br \/>14. RONAN, COLIN A., Hist\u00f3ria Ilustrada da Ci\u00eancia da Universidade de Cambridge. R.J.: Jorge Zahar Editor, v.II , 1987, p. 126-7<br \/>15. POUNDS, NORMAN J. G., Geografia do ferro e do a\u00e7o. R.J.: Zahar Editores, 1966, p. 12-3<br \/>16. DUCASS\u00c9, PIERRE, Hist\u00f3ria das t\u00e9cnicas. Lisboa: Publica\u00e7\u00f5es Europa-Am\u00e9rica,1962, p. 72-5<br \/>17. POUNDS, NORMAN J. G., Geografia do ferro e do a\u00e7o. R.J.: Zahar Editores, 1966, p.14-5<br \/>18. DUCASS\u00c9, PIERRE, Hist\u00f3ria das t\u00e9cnicas. Lisboa: Publica\u00e7\u00f5es Europa-Am\u00e9rica,1962, p. 77-87.<br \/>19. SILVA, GERALDO GOMES DA, Arquitetura do ferro no Brasil. S.P.: Nobel, 1986, p.13-4.<br \/>20. SILVA, GERALDO GOMES DA, Arquitetura do ferro no Brasil. S.P.: Nobel, 1986, p. 15-6.<br \/>21. SILVA, GERALDO GOMES DA, Arquitetura do ferro no Brasil. S.P.: Nobel, 1986, p. 16-8.<br \/>22. SILVA, GERALDO GOMES DA, Arquitetura do ferro no Brasil. S.P.: Nobel, 1986, p.13-23<br \/>23. SILVA, GERALDO GOMES DA, Arquitetura do ferro no Brasil. S.P.: Nobel, 1986, p.25.<br \/>24. PEVSNER, NIKOLAUS, Origens da arquitetura moderna e do design. 2. Ed. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1996, p. 35.<br \/>25. SILVA, GERALDO GOMES DA, Arquitetura do ferro no Brasil. S.P.: Nobel, 1986, p. 46.<br \/>26. PEVSNER, NIKOLAUS, Origens da arquitetura moderna e do design. 2. Ed. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1996, p. 38.<br \/>27. PEVSNER, NIKOLAUS, Origens da arquitetura moderna e do design. 2. Ed. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1996, p. 149.<br \/>28. VARGAS, MILTON, Hist\u00f3ria da t\u00e9cnica e da tecnologia no Brasil. S.P.: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1994, p.108-9.<br \/>29. HOLANDA, S\u00c9RGIO BUARQUE DE, Hist\u00f3ria Geral da Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira. R.J.: Difel, v.I, 1977, p. 253.<br \/>30. VARGAS, MILTON, Hist\u00f3ria da t\u00e9cnica e da tecnologia no Brasil. S.P.: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1994, p.102-112<br \/>31. SILVA, GERALDO GOMES DA, Arquitetura do ferro no Brasil. S.P.: Nobel, 1986, p. 21-83.<br \/>32. SILVA, GERALDO GOMES DA, Arquitetura do ferro no Brasil. S.P.: Nobel, 1986, p. 115-228<br \/>33. DIAS, LU\u00cdS ANDRADE DE MATTOS, Edifica\u00e7\u00f5es de a\u00e7o no Brasil. S.P.: Zigurate Editora, 1993, p. 9-11.<\/h6>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Organizada por Thomaz dos Mares Guia Braga \u00bb MUNDO ANTIGOT\u00e3o longe quanto se remonta no tempo, os vest\u00edgios do homem na Terra s\u00e3o marcados por armas, por instrumentos ou pelo resultado da a\u00e7\u00e3o do fogo.&#8220;Cerca de dez a vinte mil anos antes da nossa era, a retirada dos \u00faltimos glaciares teve como consequ\u00eancia na Europa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":["post-1862","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-materias"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.3 - 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